Linha da vida
- 2008
Nasce o Arapyaú no Sul da Bahia
- 2009
Apoiamos a implementação do primeiro curso de mestrado profissional no Sul da Bahia vinculada ao Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e à Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas) e colaboramos com a fundação do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)
- 2010
Fomentamos o Instituto Floresta Viva
- 2012
Apoiamos a criação do Instituto Nossa Ilhéus e a iniciativas de educação, formação de lideranças comunitárias e ordenamento territorial em Serra Grande. Expandindo além do território sul-baiano, o Instituto participa da criação da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS)
- 2013
Inicia o estudo das cadeias produtivas no Sul da Bahia para entendimento das vocações locais
- 2014
Na Bahia, o Arapyaú aparece na criação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) e participa da colaboração entre Yale e UESC para possibilitar o intercâmbio de professores e alunos e promover programas de pesquisa, desenvolvimento, educação e aprimoramento institucional. Além disso, participa da fundação do Instituto Escolhas
- 2015
É criada a Tabôa. Participamos também da concepção da Coalizão, do Em Movimento e da Rede Povos da Mata. Acontece uma reorganização da atuação institucional do Arapyaú, por meio de seus programas: Cidades e Territórios, Desenvolvimento Territorial do Sul da Bahia, e Mudanças Climáticas
- 2016
Inicia-se a atuação do CIC e há a constituição da IG Sul da Bahia
- 2017
Apoiamos a expansão do MapBiomas e a criação da Agência de Desenvolvimento Regional Sul da Bahia (ADR)
- 2018
Realizamos as primeiras modelagens da cabruca e nos tornamos a 1ª filantropia brasileira a integrar o Funders Table. Também renovamos nossa comunicação com a nova logo
- 2019
Projeto Amazônia Possível é apresentado na NY Climate Week
- 2020
O Arapyaú apoia ações emergenciais via suas redes e investimentos pelos impactos da pandemia. Acontece também a criação da rede Uma Concertação pela Amazônia e é lançado o 1º CRA sustentável de cacau para pequenos produtores
- 2021
O Arapyaú revê sua estratégia e mantém o foco estratégico em dois territórios: Amazônia e Sul da Bahia
- 2022
2º CRA conquista 1º lugar no edital Blended Finance do BNDES. Início do programa de fellows e criação da rede Conexão Povos da Floresta
- 2023
Participação do advisory board do Planetary Guardians, publicação do livro Inquietações de um Brasil Contemporâneo, escrito pelos fellows do Arapyaú
- 2024
Início da estruturação do Kawá, do movimento pré-competitivo pela restauração florestal e do design do projeto de sistemas alimentares com o setor privado. Visita de filantropias internacionais ao Brasil
- 2025
Lançamento da marca setorial Cacau Brasileiro – Gente, Floresta e Cultura
Nossa história
Nossa história se mistura com um sonho que começou a ser tecido em um lugar muito especial do Brasil: o sul da Bahia. Um território onde a Mata Atlântica revela toda a sua exuberância em florestas, cachoeiras, serras e praias e abriga uma das maiores biodiversidades do país.
Nossa origem está ligada à chegada de nosso fundador, Guilherme Leal, à região. Ao adquirir uma propriedade ali, ele percebeu um contraste que ajudaria a definir nossa trajetória: de um lado, uma enorme riqueza natural; de outro, uma população que ainda enfrentava importantes desafios econômicos e sociais.
Nasceu desse encontro o desejo de contribuir para o desenvolvimento do território. Em 2008, essa vontade ganhou forma com a criação do Instituto Arapyaú. Nosso nome vem do idioma guarani e significa “ato cósmico de restabelecimento e renovação do mundo”.
Começamos buscando compreender profundamente aquele território e apoiando organizações e iniciativas locais. Mas, desde cedo, uma pergunta passou a orientar nossa atuação: como gerar desenvolvimento econômico e bem-estar social valorizando, ao mesmo tempo, a natureza e as vocações de cada território?
Essa questão ganhou ainda mais relevância quando a região passou a discutir a implantação de grandes projetos de infraestrutura. Em um contexto marcado pela polarização entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental, percebemos que nosso papel poderia estar justamente na construção de outros caminhos.
Em vez de escolher entre produzir ou conservar, começamos a investigar como essas duas dimensões poderiam caminhar juntas.
Foi assim que passamos a estudar as vocações econômicas do sul da Bahia e identificamos no cacau um exemplo concreto dessa possibilidade. Cultivado tradicionalmente em sistemas agroflorestais, em meio à Mata Atlântica, ele nos mostrou que uma atividade produtiva poderia gerar renda, movimentar a economia local e, ao mesmo tempo, contribuir para manter a floresta em pé.
Mais do que investir em uma cadeia produtiva específica, começamos a compreender o que era necessário para transformar seu potencial em desenvolvimento: conhecimento, assistência técnica, acesso a crédito, inovação, mercados, organizações locais fortalecidas e articulação entre produtores, empresas, investidores, governos, filantropia e sociedade civil.
Esse aprendizado foi decisivo para nós.
Percebemos que desafios complexos dificilmente são resolvidos por uma única organização ou por intervenções isoladas. Era preciso olhar para o sistema, entender os obstáculos que impediam seu desenvolvimento e aproximar diferentes atores em torno de soluções compartilhadas.
Foi assim que nossa atuação deixou progressivamente de estar concentrada no apoio a projetos individuais e passou a buscar a construção de ecossistemas capazes de produzir mudanças mais amplas e duradouras.
Ao longo dos anos, experimentamos diferentes maneiras de fazer isso. Apoiamos o fortalecimento de organizações locais, contribuímos para gerar conhecimento e inovação, aproximamos produtores de mercados, ajudamos a criar mecanismos financeiros capazes de levar recursos a quem tradicionalmente tinha pouco acesso a capital e participamos da construção de redes para enfrentar desafios comuns do território.
Também aprendemos que desenvolvimento territorial não se resume à dimensão econômica. Educação, fortalecimento institucional e capacidade de articulação local são igualmente fundamentais para que um território construa seu próprio futuro. Por isso, nossa atuação passou a incorporar uma visão cada vez mais integrada, conectando diferentes agendas e organizações.
O sul da Bahia se tornou, assim, nosso primeiro grande território de aprendizagem.
Foi ali que começamos a desenvolver uma forma de atuar que nos acompanha até hoje: partir das características e vocações de cada território, compreender os sistemas que sustentam sua economia, identificar os pontos capazes de destravar mudanças e construir soluções em parceria.
Também foi ali que aprendemos que boas experiências precisam encontrar caminhos para ganhar escala.
Com o tempo, nosso olhar se ampliou. Os aprendizados construídos no sul da Bahia passaram a dialogar com desafios presentes em outras regiões do país, especialmente na Amazônia. Ao mesmo tempo, novas experiências passaram a retroalimentar nossa atuação na Bahia.
Essa troca entre territórios ampliou nossa compreensão sobre um desafio que hoje está no centro de nossa atuação: como transformar a extraordinária riqueza natural do Brasil em uma força para seu desenvolvimento econômico e social?
Hoje, concentramos nossos esforços em duas grandes ambições: contribuir para sistemas alimentares mais saudáveis e para que a restauração florestal se torne uma atividade economicamente viável e capaz de ganhar escala.
Nas duas frentes, carregamos os aprendizados acumulados desde o início de nossa trajetória.
Sabemos que não basta demonstrar que uma solução funciona. É preciso criar condições para que ela se espalhe. Isso significa conectar conhecimento, assistência técnica, inovação, mercado, políticas públicas e diferentes formas de capital. Significa aproximar pequenos e médios produtores, grandes empresas, investidores, governos, organizações da sociedade civil e filantropia.
Nosso papel é ajudar a construir essas conexões.
Queremos contribuir para que práticas regenerativas sejam economicamente viáveis para produtores de diferentes portes; para que cadeias produtivas valorizem a natureza e a floresta em pé; para que a restauração seja também uma oportunidade econômica; e para que o capital privado encontre caminhos para participar dessa transformação.
Mais de 18 anos depois de puxarmos o primeiro fio dessa história no sul da Bahia, seguimos movidos pela mesma inquietação que nos deu origem.
Como fazer da natureza uma aliada do desenvolvimento do Brasil?
Mudaram a escala, os territórios e a complexidade dos desafios. Mas permanece nossa convicção de que transformações sistêmicas são construídas coletivamente.
É por isso que seguimos conectando pessoas, organizações, conhecimento e capital para criar caminhos capazes de transformar boas experiências em soluções que possam ganhar escala.
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